Quando a celebração do Natal se aproxima, a mente se volta para a figura de Jesus. Longe das representações ocidentais tradicionais, a essência da mensagem reside em sua divindade e eternidade, qualidades que transcendem qualquer retrato físico.
Os escritos do Novo Testamento, notavelmente, omitem descrições detalhadas da aparência de Jesus. A ênfase recai sobre sua natureza divina. A ausência de traços físicos específicos sugere que qualquer representação humana é limitada e pode desviar do que realmente importa: sua essência divina.
O Evangelho de João convida a contemplar a eternidade, personalidade e divindade de Jesus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João estabelece uma conexão direta com Gênesis, revelando que Jesus, o criador do universo, sempre existiu. Ele estava presente no início, antes da criação, um conceito que desafia a compreensão temporal.
A criança na manjedoura, aquele que nasceu em Belém, é o mesmo que colocou as estrelas no céu, a mesma pessoa que guiou os magos do Oriente. Esta Palavra, Jesus, coexiste em eternidade com o Pai e o Espírito. Ele “estava com Deus”, mas também “era Deus”, uma dualidade que ressalta sua natureza única.
João emprega os tempos verbais de forma magistral para ilustrar essa verdade. Ele usa o tempo imperfeito para descrever a existência preexistente do Filho: Ele “estava com Deus e… era Deus”. No entanto, ele muda para o tempo aoristo ao dizer: “E o Verbo se fez carne”. Isso indica um momento decisivo na história, a encarnação de Jesus.
Há mais de dois mil anos, a segunda pessoa da Trindade, que existia antes do início dos tempos, nasceu neste mundo como um bebê. Este evento, conhecido como o primeiro Advento de Cristo, é celebrado a cada Natal. Jesus voluntariamente entregou sua vida para pagar a pena pelos pecados, ressuscitou e ascendeu aos céus. Um dia, ele retornará para renovar todas as coisas.
A divindade de Cristo é atemporal; ele sempre existiu. Ele era Deus antes do início dos tempos, é Deus agora e permanecerá Deus para sempre. É fácil se perder nos preparativos para o Natal e negligenciar a profunda verdade de que o Criador se tornou humano e viveu neste mundo. É preciso adorá-lo sem cessar, obedecê-lo sem hesitação, amá-lo sem reservas e servi-lo sem interrupção. Ao contemplar o Verbo que se fez carne, é possível se sentir movido a adorar, obedecer, amar e servir ao Senhor.
O Natal ganha um significado mais profundo ao dedicar tempo para refletir sobre o Senhor Jesus. Sua aparência física é secundária, mas sua manifestação física naquele primeiro Natal representa a esperança na vida e na morte.