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Por que Sofremos? a Resposta Inesperada para a Sua Dor Mais Profunda

Por: Tony Reinke © Desiring God Foundation.Website: desiringGod.org. Revisão e edição por Vin...

A vida, muitas vezes, nos presenteia com estações de sol intenso e brisas suaves. Mas há outros momentos em que nuvens carregadas cobrem o céu, e a tempestade da dor se abate sobre nós. Uma doença inesperada. A perda de um ente querido. Um revés financeiro avassalador. Um relacionamento desfeito. Em meio à angústia, uma pergunta ecoa em nossa alma, persistente e por vezes desesperadora: “Por que isso está acontecendo comigo, Deus? É castigo? É prova? O que eu fiz de errado?”

É uma inquirição tão antiga quanto a própria humanidade, um lamento que ressoa nos salmos e nos livros dos profetas, chegando até os nossos dias. E, para muitos cristãos, a incerteza sobre a natureza de seu sofrimento adiciona uma camada extra de tormento: como saber se a dor que enfrentamos deve ser suportada com paciência ou enfrentada com arrependimento imediato?

A Perspectiva que Transforma a Dor

O apóstolo Tiago, em sua carta inspirada aos crentes espalhados e provados, nos convida a uma perspectiva radical sobre as dificuldades da vida:

> “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria sempre que passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da fé de vocês produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” (Tiago 1.2-4 NVI)

Tiago não nos chama a uma alegria superficial ou a um otimismo cego. Ele nos convoca a uma alegria que brota da compreensão profunda do propósito de Deus no sofrimento. Ele escrevia para uma comunidade que enfrentava perseguições, privações e desafios diários. Sua mensagem não era para ignorar a dor, mas para enxergar através dela a mão soberana de um Deus que trabalha para o nosso bem.

Aí reside o cerne da nossa inquietação: será que toda dor é um castigo direto por algum pecado específico? A Bíblia nos mostra que, sim, às vezes o sofrimento é uma consequência direta de nossas escolhas erradas (1 Coríntios 11.30-32). Mas, e aqui reside uma verdade libertadora, muitas outras vezes não é (João 9.3; 2 Coríntios 12.8-9). Deus, em sua sabedoria, nem sempre nos revela “o porquê” específico de cada provação. No entanto, o que Ele nos revela é a resposta que devemos dar, independentemente da causa.

Como Responder ao Sofrimento na Prática?

Então, como navegamos por essa complexidade na segunda-feira de manhã, quando a dor ainda lateja, as dúvidas persistem e a vida diária exige nossa atenção? Não podemos ficar apenas na teoria; precisamos de um “como fazer”.

1. Avalie, Não Acuse: Diante de qualquer sofrimento, a autoavaliação é sempre bem-vinda. Não com culpa paralisante, mas com a humildade de quem busca a santidade. Pergunte a si mesmo: “Será que há algum pecado conhecido em minha vida que preciso abandonar?” Se sim, arrependa-se imediatamente. Se não, como Jó – um homem íntegro que sofreu imensamente –, talvez Deus esteja despertando em você “o sedimento da pecaminosidade remanescente”, para uma purificação ainda mais profunda (Jó 42.5-6). Peça ao Senhor para purificá-lo de falhas ocultas (Salmo 19.12; 139.23-24). Sempre há espaço para crescimento e purificação.
2. Confie na Paternidade Divina: Esta é uma distinção crucial. Entenda que, como filhos de Deus, nosso sofrimento é uma disciplina de um Pai amoroso, e não um juízo condenatório. “Pois o Senhor disciplina a quem ama e castiga todo aquele a quem aceita como filho” (Hebreus 12.6 NVI). Há uma diferença infinita entre o castigo para os inimigos de Deus (que não visa purificação) e a disciplina que visa nos aperfeiçoar, nos fazer participantes da santidade dEle (Hebreus 12.5-11). Você não está sendo punido para o inferno; você está sendo moldado para o céu.
3. Encontre Propósito na Dor: Seu Pai celestial não é um tirano indiferente. Cada “aguilhão” na sua vida é designado e administrado por um Pai amoroso, para o nosso benefício final (Romanos 8.28). Ele usa o sofrimento para matar o pecado, promover a fé, a paciência e o amor. É para o seu bem último, para a sua maturidade, mesmo que não pareça agora. É a fornalha que refina, a poda que gera mais fruto.
4. Não Tema a Condenação: Lembre-se, por natureza, éramos “filhos da ira” (Efésios 2.3). Cada respiração que damos, cada momento sem dor, é uma graça imerecida para nós, pecadores. Em Cristo, você foi resgatado. Você está nas mãos do Pai, não de Satanás ou de um destino cego. “Nenhuma injustiça de Deus é feita a qualquer ser humano. Na Terra, todos nós somos tratados por Deus melhor do que merecemos — todos nós.” Portanto, não ignore seu sofrimento nem o tema como um sinal de condenação (Romanos 8.16-17).

Uma Esperança Firme em Meio à Tempestade

Querido(a) leitor(a), o sofrimento é uma realidade inescapável neste mundo caído. Mas para o cristão, ele nunca é sem sentido. Ele não é um sinal de que Deus o abandonou, mas sim uma ferramenta poderosa em Suas mãos para moldar você à imagem de Cristo.

Que você não encare a dor com desespero ou raiva, mas com uma fé resoluta, sabendo que seu Pai está trabalhando em tudo para o seu bem e para a glória Dele. Que sua alma encontre consolo e força na certeza de que você está sendo amado e aperfeiçoado, mesmo quando o caminho é árduo. Que em cada provação, você possa dizer, com a confiança de Tiago, que há uma alegria profunda, pois a perseverança está sendo forjada, e você está se tornando “maduro e íntegro, sem lhe faltar coisa alguma”.

Oração: Pai, em meio à dor, muitas vezes nossa mente se turva e nosso coração se desespera. Ajuda-nos a confiar em Teu propósito, a avaliar nossa vida com humildade e a suportar com paciente esperança. Que possamos ver a Tua mão amorosa mesmo nas provações mais duras, e que o sofrimento nos aproxime mais de Ti, santificando-nos e glorificando o Teu nome. Amém.

Fonte: https://voltemosaoevangelho.com

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